segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Meu aniversário mais uma vez foi perfeito, principalmente por eu não lembrar de muita coisa. Mas eu não fui o único. Teve até uma convidada que hoje me pediu desculpa por não ter ido na minha festa. Detalhe, ela foi e não lembrava.

Só por este relato acho que já dá pra ver o alto nível que foi a coisa. Sem falar que todo mundo beijou na boca, foi feliz, dançou, rebolou. Enfim, missão cumprida.

Ah, e tudo isso foi vivido ao lado de uma pessoa que tem me deixado tão livre e feliz que eu sempre tenho vontade de voltar pra ela e desmaiar ao seu lado no fim de toda noite.

Eu tenho muita sorte mesmo. E agora com cuecas pretas, do jeito que ela gosta.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

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Vou escovar os dentes e dormir. É isso. Esse fim de ano está bem cansativo. De segunda a sexta, a empresa arranca meu couro. De sexta a domingo, arranco o couro do meu fígado.

O pior é que essa vida desregrada está me causando alguns problemas. Dias atrás fui me pesar e a balança me deu uma péssima notícia: engordei 800 gramas.

Não que eu não quisesse engordar, mas tenho certeza que esse sobrepeso foi todo para a minha barriga. Logo ela, que sempre foi tão invejada pelas mulheres.

Mas, faz parte da vida. Talvez com os excessos alcoolicos que estão por vir nesse fim de ano, eu acabe perdendo esse peso. Assim espero.

Fora isso, está tudo bem. Minha vida, mesmo descontrolada, anda super sobcontrole. É incrível, mas tenho conseguido manter uma certa rotina.

De segunda a sexta, trabalho normalmente. E de sexta a domingo fico procurando coisas divertidas pra fazer junto com a Neide.

Na verdade a gente vai quase sempre para os mesmos bares comer as mesmas porções de frango à passarinho junto com algumas vodkas, claro. Mas está excelente. Tirando algumas azias e ressacas do dia seguinte, a gente tem se divertido bastante.

Só quem não tem se divertido muito ultimamente é um amigo que veio há pouco tempo de Ribeirão Preto para morar em São Paulo. Ele não agüenta mais ser levado por mim e pela Neide para bares e boates gays. Tadinho. (hehehe)

Mas é que ele ainda não pegou o jeito da coisa. Assim que descobrir o código pra pegar a mulherada nas baladas gays, aposto que até camisetinha pink ele vai começar usar.

Enfim, preciso ir. Minha pasta de dente já até secou na escova. Sem falar nas duas punhetas que ainda tenho que bater antes de dormir. Vida corrida. Boa noite.


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

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Amo tanto

Tanta gente

Ao mesmo tempo

No mesmo tanto


Que tanto amor

Por tanto tempo

É só um tempo

É só um tanto


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

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Bucetinha de seda
aonde anda você?
Meu pauzinho de sebo
Tá querendo saber

Bucetinha de seda
Quero ver seu grelinho
Que com muito amor
apelidei de saguzinho

Bucetinha de seda
Não me deixe na mão
Você merece bem mais
Que o seu primo, o Cuzão

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Bi

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Eu, que não sou árvore, acredito que uma amizade com gostinho de infância merece para sempre todo o amor que houver nessa vida. E, aqui na terra do nunca, ninguém sabe compartilhar tão bem este sentimento quanto você.


Feliz amigo secreto e público, eternamente.

Kiss


Pra quem não entendeu nada, acabei de achar um bilhetinho no meio das minhas coisas com esse recado rascunhado. Ele foi escrito no final do ano passado, em Ribeirão Preto (terra do nunca), para a minha amiga Fabiana, que o receberia e recebeu no amigo secreto da empresa.

Hoje, felizmente ou infelizmente, não estou mais em Ribeirão. Mas ela ainda continua por aqui, no meio das minhas coisas e do meu coração.




terça-feira, 24 de novembro de 2009

O pintado

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Ele estava próximo da porta do trem. Camiseta apertadinha, cabelo arrumadinho, sobrancelha feita. Porém, ainda atrapalhando a passagem de quem precisaria sair do meio do vagão em direção à porta.

Já eu, estava sentado, mas já pensando em levantar e me aprontar para descer na próxima estação.

Foi então que eu levantei, desviei da primeira gordinha, encolhi as costas para não esbarrar na mulher que estava atrás de mim e, quando percebi, já era tarde.

Nesta tentativa de não esbarrar na mulher, acabei passando vagarosamente, e até de forma bem sexual, o meu pinto na bunda do cara da frente. Isso, aquele mesmo.

Na hora gelei e fiquei sem reação, inclusive a de me desculpar. Já ele não perdeu tempo em olhar para trás e dar uma conferida na cara do dono do pinto mais gostoso daquele vagão, eu.

A partir dessa situação, passei os próximos 40 segundos dentro do vagão completamente sem jeito e sem saber o que fazer, principalmente porque o cara, depois da pintada, ficava olhando para trás e me encarando a cada 5 segundos, como quem quisesse dizer: vai embrulhar ou vai comer agora?

Sorte que tudo passou muito rápido e em questão de segundos já me encontrava subindo as escadas em direção a minha casa.

Mas que fique pra vocês a lição: passar o pinto na bunda de gay, no metrô de São Paulo, não é uma boa idéia. Eles continuam se apaixonando rápido demais.



segunda-feira, 16 de novembro de 2009


O poema abaixo é um presente que eu não mereço de um coração que eu mal conheço.

Mesmo assim, tentem descobrir como a autora forma novas palavras e novos significados usando o que já é dela e do poema.
Senhoras e senhores, sem autorização e sem perdão: Flavia Krauss, que vai odiar ver que eu transformei seu enorme talento num espetáculo.


Cadê[ncia]?
a[cla]mar a[cop]lado
cio sacro ca[l]ma cuatro ato
M[ed]usa, Manemolência, Menmosine
Uma ma(co)nha que ac(an)ha. Carlos Valini
Masturba/são T[es]ão in/tacto Ca[cha]ça que escorre,
Busc[et]a em vãos; vo[ra]zes. Vo[dk]as a[ti]radas. Re/Me[n]do de B[ur]aco.
Vai e vem, vomita em alguém (goza também). Vai e vem, volta veloz,
me devora os nós. Vai e vem, volta, me esco[lt]a, tua escrita me faz bem, me deixa zen. Amém!


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Flashback black

Acabo de lembrar do dia em que me recusei a pagar 5 reais pra poder sair de uma zoninha lá da Augusta. Eu estava tão bêbado que cheguei a bater boca com a dona da zona, com os seguranças e com todos que tentavam evitar a minha saída.

A minha briga não era pelo valor. É que eles tinham dito quando entrei que não precisaria pagar nada - entrada franca. E depois quiseram me cobrar.

Bom, claro que no fim acabei pagando os cinco reais e indo embora. Mas o que me deixou mais puto na ocasião, é que eu tinha costume de sempre ir comer um hotdog na madrugada junto com a molecada que cheira cola lá no Anhangabaú. Não junto com eles, mas cercado deles.E justo naquele dia aqueles cinco me fizeram falta.

Por incrível que pareça, eu não tinha medo de ficar ali entre eles. Primeiro porque sempre me encontrava completamente bêbado. Depois, porque nunca andei com nada de valor no bolso ou no corpo.

O que eu mais tinha medo mesmo era de descobrir uma intoxicação alimentar no dia seguinte. Aqueles hotdogs eram a expressão máxima da falta de higiene humana. Mas eu não tenho dúvida também de que eles só eram gostosos porque eram sujos, imundos e mega baratos.

Com um real, eu comia um lanche e ainda tinha direito a um copinho de suco de caju. Nossa, até salivei agora.  Claro que eu esbanjava: sempre comia um na hora e outro enquanto subia a Augusta em direção ao Metrô.

Bons tempo aqueles. Me misturava entre a paisagem e o lixo e ninguém percebia.

Hoje, mesmo ainda tendo a escória no coração, já não me sinto parte daquilo. Todos os dias quando passo por lá, ainda vejo a molecada. Mas eles parecem muito mais selvagens agora.

Talvez, porque eu nunca mais tenha passado bêbado por lá. 

Coisas da vida.  


domingo, 8 de novembro de 2009

Endless Ressaca

Valeu o cheeseburger, os amigos, as vodkas, as danças, o palco, a cama, as emoções, tudo.
Mas, perder o dia seguinte só poque ganhei tudo isso na noite anterior, não anda mais valendo tanto a pena.
Semana que vem, só vou beber o necessário para ter coragem de tirar a roupa no palco e pular em cima da mulherada. Nada além disso. Não insistam.

Só pra não ficar sem contar nada sobre a noitada de ontem, vou contar uma ceninha.
Estávamos todos num palquinho lateral dançando e empunhando nossos copos cheios de vodka com energético.
De repente, o nosso amigo Guto deixou o copo dele cair interinho em cima de uma coroa que dançava embaixo da gente. Lavou a velha.
Imediatamente, na intenção de tentar reduzir o estrago daquela situação, abaixei até a coroa e ofereci meu copo de vodka pra ela dar um gole.
E não é que ela aceitou, deu um gole e sorriu?
Só na Trash mesmo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sentado aqui no computador, enquanto a minha mãe assiste a novela, me bateu saudade dos tempos em que ela vivia me perguntando: O que vc escreve tanto nesse computador, Carlos Renato?
Pois é, anos atrás eu escrevia muito mesmo. Não tinha emprego, compromissos, planos... Nem ressaca eu tinha.
Meus dias eram apenas acordar, me preparar para o almoço e passar o resto da tarde me programando para alguma noitada. Era um tempinho duro psicologicamente, com muitas angústias, revoltas, etc. Mas muito gostoso também pela parte que me conectava ao diabo.
Hoje, posso dizer que os tempos e a minha situação mudaram bastante. Escrevo cada vez menos, bebo cada vez menos e sofro com ressacas cada vez mais.
Na verdade, estou doente. E isso já faz até um tempo. Mas, a grosso modo, sempre fui meio doente. Então não me sinto muito incomodado com essas limitações.
Claro que sinto muita saudade dos tempos em que eu tinha saúde pra encher a cara e ainda trabalhar no dia seguinte. Mas hoje isso nem tem feito mais sentido.
Lá no meu novo trabalho, ninguém está acreditando muito no que está vendo e muito menos no meu comportamento exemplar. Devido às minhas histórias que rondam por aí, eles acharam que estava indo trabalhar lá mais um daqueles publicitários drogados, com pouco tempo de vida.
Bom, sou quase isso. Mas só quase. Quem me conhece, sabe que dentro de uma empresa sou o funcionário mais cuzão e preocupado que existe.
Enfim, nem era sobre isso que eu queria escrever hoje. Assim como também não queria ter escrito nada saudoso, melancólico, nada. É isso: hoje, mais uma vez, eu não queria ter escrito nada.
Mas, ter um blog, é como ter uma esposa. Por mais que você tente evitá-la ou fingir que não tem nenhuma obrigação com ela, um dia você tem que deitar na cama, enfiar o pinto nela e fazê-la dormir. Bom, pelo menos é o que ouço por aí.
Boa noite.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

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Não há como evitar: mesmo sendo um deles, a convivência com pessoas pobres me causa inúmeras contra-indicações.

Quando entro no metrô toda manhã, o perfume do povo sempre me dá vontade de espirrar.

Quando vejo as unhas das mulheres pintadas com aquelas florzinhas, sinto vontade de vomitar.

Tatuagem com letrinhas japonesas me lembram paz, amor, família e idiotisse ilimitada.

Pessoas ouvindo música com Mp3 no último volume, me causam pena.

Jovens ocupando os bancos dos idosos me lembram porque nosso presidente é o que é.

Obesos e obesas segurando seus pacotinhos de salgadinho me fazem pensar em pena de morte.

Mulheres carregando mais de três filhos pequenos e ainda grávidas, me lembram a utilidade de um taco de baseball.

Sem falar do pedreiro com problemas de sudorese crônica; das mocinhas angelicais que soltam verdadeiras amostras de enxofre pela bunda; e das pessoas mal humoradas que se comportam como se estivessem andando pela primeira e última vez de metrô todos os dias.

Enfim, tem muito mais coisas que me irritam no povo, na pobreza e na ignorância das pessoas. Mas a verdade é que no fundo a maioria tem muito pouca culpa sobre a condição cerebral em que se encontra.

É tudo tão emburrecedor hoje em dia que não há como exigir muita coisa de um povo que é obrigado a acordar as cinco da manhã todos os dias pra ganhar um salário que não paga nem seus infinitos tratamentos de canal.

Mas, isso é o Brasil. E eu, como pobre que também sou, não tenho a menor disposição pra querer mudar ou melhorar nada. Apenas seguirei me incomodando eternamente com aquele cheiro pesado de pão de queijo que nunca sai da multidão.

Tudo culpa daqueles maltidos trailers e barraquinhas que só cobram um real por um punhado deles.



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

This is it

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Como dúvida

Como vontade

Como um amigo

Como saudade


Como quem

parecia se ido,

voltei

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Aos poucos começo a entender porque falam tanto de deus nesse mundo.

No fundo, a questão não é ele existir ou não, é que chega uma hora que não há mais a quem atribuir nossas sortes.

Hoje, por exemplo, deus me salvou. Acabo de recusar uma noitada repleta de tudo o que não presta nesse mundo, tudo mesmo. Por que recusei? Não sei, mas se me dissessem que foi deus, hoje eu acreditaria.

Claro que há bastante coisa rolando dentro desta decisão. Minha cabeça anda meio descolada do corpo ultimamente e fazer festa quando você merece uma festa nunca dá certo.

Mas eu disse não. Um não tão forte que não houve insistência. Talvez porque eu também esteja aprendendo aos poucos a dizer não.

Pouco tempo atrás, qualquer dose de vodka era suficiente pra me fazer querer beber o litro todo. Mas agora ando ponderando, ando me perguntando se preciso mesmo daquilo.

Curiosamente, hoje um amigo conversava comigo sobre farras e baladas e expus a ele a minha vontade de voltar com força total para gandaia. Mas, sem pensar ou gaguejar ele soltou uma frase na minha cara que me assustou. Ele disse assim: Carlos, vc não acha que já aprontou demais nessa vida?

Na hora assustei. Ele, que nem me conhece muito bem, parece que já sabia de tudo o que aprontei e vivi nessa vida. Metade, talvez, pelas histórias que vivo contando; e a outra metade por perceber que tenho mais experiência sobre diversos assuntos do que muito adulto nessa vida.

Enfim, parodiando e questionando Vinícius, será que chegou mesmo a hora de começar a viver sem se achar infinito? Não sei, não sei e não sei.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Fuuuu Fuuu Fuuu. Pronto. tirei a poeira desse blog.
Agora aproveito pra dizer que sigo sem tempo pra escrever.
Na vida, chega uma hora que vc precisa decidir viver ou escrever.
Quero os dois, mas ainda não tá dando.
Aliás, quero voltar a escrever, viver, beber e a comer arroz com carne moída da minha mãe.
Acho que falta pouco. O preço da carne tá abaixando. kiss