sábado, 29 de agosto de 2009

Posso escrever um pouquinho enquanto estou bebado? Brigado.

Vou escrever que eu comeria um pão na chapa agora às sete e meia da manhã, mas é capaz de eu vomitar tudo.

Nem eu esperava ficar tanto tempo acordado, mas mesa de baralho é complicado, ainda mais quando vc tem azar no amor e sorte no jogo. Ganhei quase todas, incrível...só vendo....

Neste momento estou pelado, mas não é nada sexual não. É que minha roupa toda está cheirando cigarro. Terrível. Vou dormir pelado mesmo. Aqui só faz calor, tranqüilo...

Que mais? Não sei, mas estou digitando muito rápido, esquema papa léguas... já enchi meu copo de água , porque sei que vou precisar durante esta manha toda e quiçá durante o dia.... cerveja me deixa muito estragado.... A começar pelo tamanho da minha barriga, que não cabe quase nada...horrivel ...

Cacete, outra coisa que tá bombando agora são os programas evangélicos... é boleto pra todo lado... será que pobre sempre acorda mais cedo? Não sei...mas eu acordo...na marra, mas acordo... Quem não estuda tem que sem ferrar...e quem não estuda porque sempre foi vagabundo tem se ferrar em dobro, como e o meu caso...

Mando todos vcs tomarem no cu agora ou espero mais pro final? To pensando...uhmmmmmmm...sei lá, mas pelo menos ninguém me viu entrar aqui na pensão... o “homens” da casa devem estar tudo no motel ou em alguma sauna...coisa de louco... as meninas não sei onde estao, mas não estão comigo, juro....

Enfim, acho que vou deitar e ver meu mundo rodar...pelo menos sentirei o prazer de ver minha vida mais movimentada...muito bacana isso, né...entao foda-se, vou ficar por aqui pensando em todos os meus amores, todos mesmos.. ao invés de contar carneirinho, vou contar amores...acho que não vou dormir nunca mais.... eu amo demais...eu odeio demais...eu sou demais...ah, um beijo pra Neide... conversei bastantão com ela essa noite...bebado sou mais desenvolto...graças a deus...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

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Ela apóia seu sono em meu peito
E se entrega à minha respiração
Sinto a vida quando ofereço
Um cantinho do meu coração

Ela apóia seu sono em meu peito
E dá um jeito de adormecer
Fecha os olhos e sonha com beijos
Que já sabe que vai receber

Ela apóia seu sono em meu peito
E me apóia a acordar e a crescer
Ao seu lado tudo soa tão simples
Ah se a vida fosse apenas viver



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

olrac

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Vai ver, sempre terá que ser assim:

Meu mundo perto de você

Mas seu amor longe de mim


Porque no fundo, tudo já aconteceu

Eu te amei pra me esquecer

Você me amou pra ser seu fim




terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ando sem internet em casa, ando comendo 4 ovos no jantar, ando lendo dez páginas antes de dormir, ando tentando me masturbar antes de pegar no sono, ando sonhando muito e vivendo pouco. Como sempre foi, como sempre não será. Será?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

sinto que devo voltar em breve, sem medo de rimar, de me expor, declarar, sentir...sinto, mas ainda não escrevo... sinto muito

terça-feira, 11 de agosto de 2009

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Nada pra ninguém



Os amigos, eu queria agradecer com beijos que ainda não usei
A fome, ando saciando com o perfume que sai daquele carrinho de milho verde
Mas os amores platônicos eu precisaria guardar todos num armário bem embutido

Assim, tem dias em que mênstruo em pedaços de papel escondidos embaixo da cama
Noutros, apago a luz antes de ficar vermelho pela vergonha de me descrever assim
Mas na maioria de todos, o que consigo registrar mesmo não passa de um monte dessa charlatanice de sentimentos

Ultimamente, os meus pensamentos tem corrido tanto que a fotografia das minhas opiniões estão saindo desfocadas
Talvez, seja isso que alimente a ilusão, a esperança e a paciência
Ou talvez eu ainda goste da mesma pessoa, pelos mesmos motivos e desmotivos

Meu mundo tem sido um bar sem cerveja, barata e limão...
Ontem, um gay pediu o meu email
Hoje, vi um índio comendo um pacote de bolacha recheada no meio da rua
Tudo isso mais uma vez não explicando nada, mas me fazendo lembrar vagamente que até os meus cachorros eram carentes.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

cacete, escrevi o dia todo hoje... nem sei porque estou aqui... Ah, já sei, pra meter o pau no mundo.... e ainda acho que nem terei cueca limpa pra usar amanha, foda... eu juro que tento não me estressar com a empresa dos outros, mas me estresso... quero que meus chefes morram, mas não suas empresas e nem o meu nome junto com elas.... enfim, vou embora... o que me salva é que mesmo sendo chato, bobo e dramático, ainda arranco uns sorrisos do pessoal aqui do trabalho, e isso me deixa feliz.... na pior das hipóteses sou um funcionário que contribui para um bom clima na empresa... ah, que saudade do frio de são paulo, das pessoas, da madrugada fria e ao mesmo tempo quente... sempre tão perigosa, sempre do jeito que eu sempre quis e estive...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Hoje economizei muito dinheiro, muito mesmo. Tem dias que vou ao supermercado e gasto trinta reais comprando apenas um saco de bisnaguinha e uma lâmina de barbear. Mas hoje foi diferente.

Hoje, tudo o que eu queria estava em promoção. O shampoo Dove que dias atrás estava sete paus, hoje paguei cinco.

A dúzia de ovos, geralmente pago dois e oitenta e oito. Mas hoje paguei um e oitenta e oito.

Sabonete Luz, de setenta centavos por cinqüenta e nove. Peguei dois, um luxo.

Que mais? Ah, o Nescau. O Nescau hoje estava por dois e setenta e nove. Só por dia levar uma lata por pessoa, mas era o que eu precisava. O presunto e o queijo, não reparei no preço, mas tudo bem. Dessa vez passa.

Ah, comprei também dez pacotes de miojo, mas não da nissin lamém. Da nissin custava um e dezessete, mas da Maggi só oitenta centavos. Aproveitei, claro.

Depois fui atrás de margarina. Não que eu não tivesse em casa, mas depois que o pote fica meio fuçado por muitas facas ou meio feio, prefiro começar usar um pote novo e deixar o antigo pro pessoal da pensão. Frescura de bicha, claro.

Mas, voltando às compras, também consegui pagar hoje na margarina Delícia só um e sessenta e nove. Ui. Paguei barato. Geralmente as margarinas de meio quilo custam mais de dois reais.

Por fim ainda descolei um combo com três pacotes de bolacha maisena, para aliviar as dores da minha gastrite, por apenas três reais. E foi pura sorte. Porque todas as bolachas que estavam abaixo da minha visão eram mais caras. Mas na gôndola de cima, onde pouca gente alcança, tinha um monte de bolacha a preços ótimos.

Enfim, é isso. Foda-se.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Beber liberta. Mas não é só isso. Beber traz você ao seu ponto de equilíbrio, mesmo te desequilibrando. Porque quem bebe, enxerga melhor o que quer, o que sente e o que espera do futuro. Por exemplo, agora sei exatamente o que quero: dormir e parar de me abrir por aqui, senão jajá vai sair coisa que não devia. Sim, sou um labirinto. Quem conhece a parte boa que aproveite, porque não deve durar muito. Meu coração está definhando de saudades, de tudo, de todos, de vcs. Enfim, é necessário ter o caos aqui dentro para gerar uma estrela. É isso, com ou sem sal.

terça-feira, 21 de julho de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Manual técnico das minhas despedidas

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Kis – Estou ou estava com pressa; possibilidade grande de que a sua mensagem tenha sido idiota e desprezível.

Kiss – Você é de casa, tem meu apreço, amizade e pode se sentir realmente beijado(a) quando assino desta maneira.

Kisss – Você sabe mais do que devia a meu respeito. Porém, é querido(a) de um jeito diferente: mais carinhoso, mais tenro, mais emotivo; tem um pedaço do meu coração.

Kisssssssssssssss – Nada substitui sua presença, sua alegria, sua energia. Em cumprimentos assim, você pode se sentir beijado(a) e mordido(a).

Kissssssssssssssssssssssssssssssssssssssss - Você é uma paixão, minha metade na pista, no palco e na vida. Será eternamente amada ou odiada, mas sempre um motivo de muita saudade e carinho.


Kiss


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sangue e suor

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A primeira pergunta foi: você já doou sangue alguma vez? Respondi que nunca e fiquei esperando que a enfermeira me dissesse alguma coisa doce do tipo: fica tranqüilo, é rápido e não dói nada. Mas ela não disse. (Musica de tensão).

Próximo passo: teste de anemia. Meu coração nessa hora lógico que disparou, até porque com essa cara de doente que tenho, as chances eram grandes do diagnóstico ser "paciente incapaz de doar até aceno de mão".
Aí, de repente, ela pega um negocinho e sem te avisar fura seu dedo. Uma dor enorme. Tudo bem, nem doeu, mas aquela gota que sangrou podia ter me matado de hemorragia (risos). Resultado: acabei passando com louvor no teste da anemia.

Agora era a hora da entrevista:
- Hepatite?
- Não.
- Fuma?
- Não.
- Bebe?
- Bebo.(sorri)
- É gay?
- Não.
- Não mesmo?
- Não. (Como assim "não mesmo"? Tenho cara de gay?)
- Quando transou pela última vez?
- Gaguejei. (sou mais acostumado a falar sobre masturbação)
- Usa camisinha sempre?
- Sempre.
- Sempre mesmo?
- Sempre mesmo. (o pior é que é sempre mesmo)
E assim por diante. Umas cinqüenta perguntas. Eu já estava vendo a hora dela perguntar se eu estava em dia com as prestações do Baú, mas não aconteceu.
Minha única cagada na hora de responder esse tal questionário foi que confessei que tinha almoçado uma feijoada completa.
Aí a moça me mandou ficar assistindo televisão na sala de espera por uma hora até meu sangue ficar sem a tal gordura do almoço. A sorte é que eu tinha levado um livro, porque a novela que passava no Vale a Pena Ver de Novo, eu já tinha assistido pra variar.

Então, durante este tempo segui lendo meu livro sobre o nazismo e descobrindo que naquela época, por ordem do Hitler, todo alemão que saia do país era obrigado a levar um monte de catálogos e folders falando bem da Alemanha pra entregar às pessoas comuns nos paises em que fossem conhecer. Genial né?
Mas voltando a sangria do porco que vos fala, é chegada a hora da verdade. Mesmo com a sala de espera vazia a enfermeira fez questão de me chamar gritando o meu nome e assim a acompanhei até o abatedouro.
Chegando lá, sentei naquela cadeira parecida com a de um dentista e comecei a ouvir as recomendações. Primeiro ela me perguntou se eu tinha almoçado bem. Não sei o que seria almoçar bem pra ela, até porque ela tinha uma cara de que almoçava Buchada de bode diariamente no boteco. Mas respondi que sim.
Aí ela perguntou se eu tinha medo de alguma coisa. Pensei em responder que tinha medo da fatura do meu cartão, mas me calei e me comportei como um homem.

Só sei que quando tomei coragem de olhar, já havia uma puta agulha grossa enfiada no meu braço e eu nem tinha sentido nada.
Então, ela meio apreensiva pela minha cara de defunto, reiterou que qualquer problema era pra chamá-la. Eu concordei com a cabeça e continue olhando pro outro lado pra não ficar impressionado com o meu sangue sendo derramado.
Porém, ela não teve muita coragem de sair de perto de mim e ficamos juntos até terminar tudo.

Já perto do fim, ela me entregou um saquinho e mandou eu comer tudo antes de sair. Mandou mesmo.
Numa hora dessas, qualquer pessoa normal come e pronto. Mas e se eu não gostasse do recheio do lanche? Só sei que fui tirando do saco aquele pão e rezando pra ser recheado com alguma coisa que eu gostasse. Pra minha sorte, era só um lanche com presunto e queijo. Ufa.

Depois disso e de mostrar que tinha comido tudinho, ela entregou meu RG e um questionário sobre a qualidade do atendimento deles. Respondi rapidamente que tudo tinha sido ótimo e saí de lá me sentindo literalmente mais leve.
Pra quem nunca tinha feito isso, acho até que me saí muito bem. Talvez a minha função na terra só tenha sido mesmo a de vir pro mundo e doar algum dia um pouco de sangue que ajudasse alguém a sobreviver. Se for só isso mesmo, tudo bem. Aceito meu destino.
Agora se você também ainda não descobriu sua função na terra e tem um tempinho livre pra se doar, dê um pulinho lá e doe seu sangue também. Ver toda aquela estrutura completamente vazia enquanto tanta gente morre por falta de sangue me cortou o coração. Ano que vem estarei lá de novo. E você, quando vai?

Maiores informações: http://www.beneficencia.org.br/doesangue.htm

Ou então
você pode ir doar no Hospital das Clínicas de São Paulo - Banco de Sangue - e informar que está doando por JOÃO LOURENÇO DE CAMPOS que está internado no Instituto do Câncer.
A filhinha querida dele, a Eli, ficará muito feliz com seu gesto.
kiss


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Tudo, não posso dizer. Aliás, faz tempo que não posso dizer tudo. Virei um cuzão.

Pra tentar me redimir, estou assistindo a um jogo de futebol agora na TV, como se eu fosse um cara normal e tal.

Peidei. Sim, apesar de tudo, eu ainda solto uns puns por aí. Bem fracos, é verdade. Mas solto assim mesmo.

Por que reclamo tanto? Porque nasci com a alma descolada do corpo.

Cada um quer ir para um lado diferente, e fico aqui no meio desse cabo de guerra.

Tenho lido sobre isso. Isso existe. É como se meu ego quisesse dominar o meu corpo; e o meu corpo quisesse se livrar do meu ego e ser apenas alguém comum.

Sim, é por isso que sofremos. Vivemos 24 horas por dia nos perguntando: faço o que eu quero ou faço o que esperam que eu faça? Cruel, muito cruel.

Não quero me estender nesse assunto, não tenho tantos argumentos. Mas o que sinto é mais ou menos por aí. Há uma guerra aqui dentro e só quem tem saído ferido sou eu.

Enfim, chega de umbigologia. Vou dormir. Não que isso resolva, mas enquanto eu durmo pelo menos a briga entre eles pára um pouco. Eita ego difícil. Eita destino complicado.