quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
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Que dia será que é hoje? Tá tão cheio esse trem...
E como esse pessoal aguenta pegar esse trem lotado toda manhã? Enfim...
Só sei que não é sábado e nem é domingo... Estranho isso, mas quando você mora na rua, certas coisas perdem a importância...
O que eu queria mesmo é que esse trem andasse mais rápido. Não agüento mais esse povo me olhando como se eu fosse um lixo...
Eles acham que eu não sei como estou fedendo... Claro que eu sei. Mas o que eu posso fazer?
Preciso voltar logo para a Praça da Sé... Lá pelo menos é mais fácil conseguir comida, roupa... Viver na periferia é dureza demais...
Engraçado isso: um mendigo dizendo que é uma merda conviver com pobre... Mas é mesmo.
Enquanto isso, todos ao meu redor estão fazendo careta pra mim... Também não podia ser diferente, nem lembro da última vez que tomei um banho...
Tem gente que diz: tome banho na chuva... Falar é fácil... Mas quem vai me trazer uma toalha depois? Eu sei: ninguém...
Pronto, a senhora atrás de mim agora começa a pedir misericórdia em voz alta, por causa do cheiro de mijo que sai de mim...
Eu também queria misericórdia, viu senhora!... Ah, se eu pudesse abrir a boca e conversar com essas pessoas...
Diria pra elas que não foi sempre assim, que não escolhi me tornar mendigo, que não escolhi ter que viver apenas com a roupa do corpo...
Mas quem me escutaria? Ninguém... As pessoas acham que ser mendigo é ser louco, ser surdo, mudo, retardado... Bom, às vezes somos tudo isso junto, mas eu já tive roupas e sapatos como todos eles... E não era esse monte de tênis chinês não!... Eu só usava cromo alemão... Humf, eles nem sabem o que é isso... Pobres pobres...
Droga, mais duas moças desceram do trem só por minha causa... Tenho que confessar, o cheiro está forte mesmo... O que me ajuda a disfarçar é o cheiro do meu bigode... Fede tanto, que nem me importo com o resto...
Não quero nem ver como vai ser quando chegar no Brás... Lá o vagão enche demais... Vai ser até engraçado... Se eu rir, apanho... Bom, mas quem teria coragem de por a mão em mim? Nem eu...
... Que merda, isso não é hora pra ter crise de espirro... Olha só a cara de nojo das pessoas a meu respeito... Queria pelo menos poder dizer: sinto muito senhoritas, mas o perfume de vocês também é uma merda! E Irrita meu nariz!
...Mereço mesmo tudo isso? Acho que sim... Acho que vou ser mendigo e feder mijo por mais algumas gerações... Por isso que não me mato, não adiantaria muita coisa...
Pronto, finalmente está chegando a minha estação... E, se foi uma tortura pra eles, que fique claro que também foi pra mim... Viu, deus? Enfie na cabeça deles que também foi uma tortura pra mim!
Bom, pelo menos já arrumei um motivo para beber hoje...
Mentira. Nunca precisei de motivo pra isso...
Mas adoraria ter um pra viver.
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
O que me conforta é que eu já experimentei isso antes.
Talvez não em tempos tão definitivos, mas já vivi essas coisas.
E o que vem pela frente será bem grande, tanto para o bem como para o mal.
Mais uma vez, vou puxar meu tapete só pra ver o brilho da poeira no ar.
Enquanto isso, a ansiedade me paralisa.
Trabalho, amigos, namoro. Tudo parece sem sentido. Inclusive eu.
Começo a entender porque alguns vagabundos falam tanto em férias.
Odeio gente que só trabalha para tirar férias. Isso é ranso de pobreza, sei lá.
Mas, confesso que estou à beira do esgotamento.
E o meu sorriso anda amarelo inclusive no sentido figurado.
Quando isso tudo vai passar? Não sei.
Mas para o bem ou para o mal, minha morte está pra chegar.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Empoeirado
Se acostumou...
Com a esperança...
De que o tempo...
O esperasse...
Se acostumou...
Com o conforto...
Da poltrona...
Do passado...
Se acostumou...
Com tudo...
Com todos...
E com o nada...
Se acostumou...
Engoliu o choro...
Não assumiu a culpa...
Mas queria mudar.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
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Estive até agora pouco no bar. Acabei de chegar em casa. Mas não estava sozinho não. Minha namorada me fazia uma boa companhia. A gente se dá muito bem no bar. Coisas de quem sabe que o álcool nos aproxima de deus e das coisas boas da vida. Enfim, estava eu lá no bar, com minha namorada, quando de repente uma vontade fisiológica de mijar dominou meu ser.
Imediatamente, pedi licença para ir ao banheiro e fui. Chegando lá, um segundo antes de empurrar a porta e entrar no banheiro, avistei uma mulher gostosíssima também entrando no banheiro, mas no das mulheres.
Porém, antes mesmo que nós dois realizássemos o movimento na porta e entrássemos cada um em seu banheiro, pensei: essa gostosa deve ter um bucetão enorme, e deve mijar gostoso.
Dito isso em minha mente, entrei no banheiro e fui em direção a um dos três mikitórios do recinto. Logo, abri minha Calça, pus meu pinto pra fora e fiquei aguardando que o meu mijo jorrasse por ele.
O problema é que ocupando os outros dois mikitórios já tinha dois caras, e acabei ficando meio tímido com a situação. Conclusão, o mijo começou a atrasar. Fiquei com o pau pra fora uns trinta segundos. E os caras ao lado, lógico, achando que eu era gay.
Mas, na verdade, a timidez não era o único motivo da minha vergonha urinária. Pois assim que entrei no banheiro, e ainda pensando naquela gostosa que tinha entrado no banheiro ao lado, reparei que a parede do nosso banheiro não ia até o teto. Ou seja, não cortava diretamente a comunicação com o banheiro feminino.
Foi quando, de repente, enquanto eu me envergonhava ali sem conseguir mijar por causa da presença dos caras, um som divino começou a vir do banheiro ao lado. Como se fosse uma égua mijando, a moça começara a mijar com muita força e destreza no banheiro ao lado, fazendo um som ensurdecedor. A essa altura, eu já era capaz de imaginar aquele bucetão todo desabrochado, despejando aquele mijo grosso, consistente.
Foram os segundos mais sexys da minha semana toda. Aquele som, aquela proximidade e a minha imaginação materializando a imagem de uma mulher semi-agachada, mijando com toda pujança, valeram a minha noite.
Tanto que segundos depois, já com o banheiro todo só para mim, meu pau se extrovertiu o suficiente para começar a mijar tranquilo e saudávelmente.
Tudo isso, desde a entrada no banheiro até a última gosta de mijo, não durou mais que um ou dois minutos. Mas, fiz questão de dividir com você essa cena e tentar reviver, pelo menos de alguma maneira, o som daquela invejável mijada feminina.
E que deus proteja aquele santo bucetão. Boa noite. kiss