domingo, 8 de novembro de 2009
Endless Ressaca
Mas, perder o dia seguinte só poque ganhei tudo isso na noite anterior, não anda mais valendo tanto a pena.
Semana que vem, só vou beber o necessário para ter coragem de tirar a roupa no palco e pular em cima da mulherada. Nada além disso. Não insistam.
Só pra não ficar sem contar nada sobre a noitada de ontem, vou contar uma ceninha.
Estávamos todos num palquinho lateral dançando e empunhando nossos copos cheios de vodka com energético.
De repente, o nosso amigo Guto deixou o copo dele cair interinho em cima de uma coroa que dançava embaixo da gente. Lavou a velha.
Imediatamente, na intenção de tentar reduzir o estrago daquela situação, abaixei até a coroa e ofereci meu copo de vodka pra ela dar um gole.
E não é que ela aceitou, deu um gole e sorriu?
Só na Trash mesmo.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Pois é, anos atrás eu escrevia muito mesmo. Não tinha emprego, compromissos, planos... Nem ressaca eu tinha.
Meus dias eram apenas acordar, me preparar para o almoço e passar o resto da tarde me programando para alguma noitada. Era um tempinho duro psicologicamente, com muitas angústias, revoltas, etc. Mas muito gostoso também pela parte que me conectava ao diabo.
Hoje, posso dizer que os tempos e a minha situação mudaram bastante. Escrevo cada vez menos, bebo cada vez menos e sofro com ressacas cada vez mais.
Na verdade, estou doente. E isso já faz até um tempo. Mas, a grosso modo, sempre fui meio doente. Então não me sinto muito incomodado com essas limitações.
Claro que sinto muita saudade dos tempos em que eu tinha saúde pra encher a cara e ainda trabalhar no dia seguinte. Mas hoje isso nem tem feito mais sentido.
Lá no meu novo trabalho, ninguém está acreditando muito no que está vendo e muito menos no meu comportamento exemplar. Devido às minhas histórias que rondam por aí, eles acharam que estava indo trabalhar lá mais um daqueles publicitários drogados, com pouco tempo de vida.
Bom, sou quase isso. Mas só quase. Quem me conhece, sabe que dentro de uma empresa sou o funcionário mais cuzão e preocupado que existe.
Enfim, nem era sobre isso que eu queria escrever hoje. Assim como também não queria ter escrito nada saudoso, melancólico, nada. É isso: hoje, mais uma vez, eu não queria ter escrito nada.
Mas, ter um blog, é como ter uma esposa. Por mais que você tente evitá-la ou fingir que não tem nenhuma obrigação com ela, um dia você tem que deitar na cama, enfiar o pinto nela e fazê-la dormir. Bom, pelo menos é o que ouço por aí.
Boa noite.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
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Não há como evitar: mesmo sendo um deles, a convivência com pessoas pobres me causa inúmeras contra-indicações.
Quando entro no metrô toda manhã, o perfume do povo sempre me dá vontade de espirrar.
Quando vejo as unhas das mulheres pintadas com aquelas florzinhas, sinto vontade de vomitar.
Tatuagem com letrinhas japonesas me lembram paz, amor, família e idiotisse ilimitada.
Pessoas ouvindo música com Mp3 no último volume, me causam pena.
Jovens ocupando os bancos dos idosos me lembram porque nosso presidente é o que é.
Obesos e obesas segurando seus pacotinhos de salgadinho me fazem pensar em pena de morte.
Mulheres carregando mais de três filhos pequenos e ainda grávidas, me lembram a utilidade de um taco de baseball.
Sem falar do pedreiro com problemas de sudorese crônica; das mocinhas angelicais que soltam verdadeiras amostras de enxofre pela bunda; e das pessoas mal humoradas que se comportam como se estivessem andando pela primeira e última vez de metrô todos os dias.
Enfim, tem muito mais coisas que me irritam no povo, na pobreza e na ignorância das pessoas. Mas a verdade é que no fundo a maioria tem muito pouca culpa sobre a condição cerebral em que se encontra.
É tudo tão emburrecedor hoje em dia que não há como exigir muita coisa de um povo que é obrigado a acordar as cinco da manhã todos os dias pra ganhar um salário que não paga nem seus infinitos tratamentos de canal.
Mas, isso é o Brasil. E eu, como pobre que também sou, não tenho a menor disposição pra querer mudar ou melhorar nada. Apenas seguirei me incomodando eternamente com aquele cheiro pesado de pão de queijo que nunca sai da multidão.
Tudo culpa daqueles maltidos trailers e barraquinhas que só cobram um real por um punhado deles.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Aos poucos começo a entender porque falam tanto de deus nesse mundo.
No fundo, a questão não é ele existir ou não, é que chega uma hora que não há mais a quem atribuir nossas sortes.
Hoje, por exemplo, deus me salvou. Acabo de recusar uma noitada repleta de tudo o que não presta nesse mundo, tudo mesmo. Por que recusei? Não sei, mas se me dissessem que foi deus, hoje eu acreditaria.
Claro que há bastante coisa rolando dentro desta decisão. Minha cabeça anda meio descolada do corpo ultimamente e fazer festa quando você merece uma festa nunca dá certo.
Mas eu disse não. Um não tão forte que não houve insistência. Talvez porque eu também esteja aprendendo aos poucos a dizer não.
Pouco tempo atrás, qualquer dose de vodka era suficiente pra me fazer querer beber o litro todo. Mas agora ando ponderando, ando me perguntando se preciso mesmo daquilo.
Curiosamente, hoje um amigo conversava comigo sobre farras e baladas e expus a ele a minha vontade de voltar com força total para gandaia. Mas, sem pensar ou gaguejar ele soltou uma frase na minha cara que me assustou. Ele disse assim: Carlos, vc não acha que já aprontou demais nessa vida?
Na hora assustei. Ele, que nem me conhece muito bem, parece que já sabia de tudo o que aprontei e vivi nessa vida. Metade, talvez, pelas histórias que vivo contando; e a outra metade por perceber que tenho mais experiência sobre diversos assuntos do que muito adulto nessa vida.
Enfim, parodiando e questionando Vinícius, será que chegou mesmo a hora de começar a viver sem se achar infinito? Não sei, não sei e não sei.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Agora aproveito pra dizer que sigo sem tempo pra escrever.
Na vida, chega uma hora que vc precisa decidir viver ou escrever.
Quero os dois, mas ainda não tá dando.
Aliás, quero voltar a escrever, viver, beber e a comer arroz com carne moída da minha mãe.
Acho que falta pouco. O preço da carne tá abaixando. kiss
sábado, 26 de setembro de 2009
Violão
Caspa
Chinelo
Índio
Noite
Pão
Punheta
Caminhada
Faca
Família
Grama
Carreira
Floresta
Cotonete
Retrato
Cachorro
Gelo
Poupança
Baseado
Cimento
Poesia
Garrafa
Viagem
Língua
Soro
Boleto
Palavra
Consolo
Lixo
Ouro
Quê
diferença
faz
se
tudo
é
saudade?
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
31 anos que eu gostaria de dizer bem vividos, mas acho que foram mesmo é bem bebidos.
Não que eu me arrependa de alguma coisa, mas ainda não me sentir um adulto até agora, me incomoda muito.
Claro que acho 99% das pessoas que tem a minha idade um bando de velhos, incapazes de rir e se comportarem com leveza, com brilho, como eternas crianças. Mas realmente não somos e nem seremos eternas crianças. E isso é uma merda.
Por mim tudo continuaria como está: eu, cada vez mais maduro, experiente e crianção. Mas cada vez mais há menos espaços para brincar. Já não há liberdade para errar com a família, com a profissão, com os relacionamentos e assim por diante.
Quanto mais o tempo passa, parece que mais as coisas vão se afunilando, se tornando mais decisivas, mais importantes.
De qualquer forma, só nos resta seguir o conselho da novela e viver a vida, inclusive porque amanhã é sexta-feira, dia ideal para ensolarar a minha alma com algumas cervejas e muita diversão. Kiss
domingo, 13 de setembro de 2009
Eu? Tô tomando uma cervejinha agora.
Sei que não é muito aconselhável começar beber onze horas da noite de um domingo. Mas dormir eu também não conseguiria.
Minha ansiedade é tão grande aos domingos que, se eu não bater umas tres punhetas e rezar uns dez Pai Nossos seguidos, não pego no sono nem a pau.
Por mais que não resolva nada ficar pensando no dia seguinte, não consigo evitar. Tenho mania de tentar planejar meu dia, arrumar solução para os problemas que virão e que não virão, tudo antes das coisas acontecerem.
Antes eu era muito pior. Ficava ansioso por qualquer coisa muitos dias antes de surgir a hipótese delas se realizarem.
Isso deve ter a ver com o meu medo de perder o controle. E eu realmente gasto muita energia todos os dias para tentar controlar a minha vida e o que pode acontecer com ela.
No fundo, levo a vida tentando evitar que ela me leve. Quer erro maior que esse? Não, não existe.
Tentar acertar sempre para não desapontar as pessoas ao seu redor é o maior pecado que se pode cometer. E é por isso que o meu lugar no inferno está garantido. Do lado das bailarinas do Faustão, claro.



