segunda-feira, 13 de abril de 2009

amar é sofrer, sempre

Foi como sempre, foi como todas as outras.
Observei, admirei por um certo tempo e terminei me apaixonando.
E não tinha como ser diferente. Ela era atraente, vivia rodeada de pessoas legais, coloridas, admiradas. Realmente era difícil não querer fazer parte do seu mundo.
O pior é que quando tudo aconteceu, eu não era mais um jovem, já não tinha muita idade pra começar a amar de novo.
Mas todo velho sempre carrega uma esperança de que ainda pode fazer uma garota feliz, e comigo não foi diferente.
Então, passei a acreditar mais em minhas tolices e a investir cada vez mais nela, chegando algumas vezes ficar até obcecado.
Estudei suas preferências, inventei um monte de mentiras sobre mim e até mudei meu visual só por causa dela.
Depois busquei adquirir mais conteúdo, algo que chamasse mais a sua atenção ou que me desse condição de ao menos perder o medo de conversar com ela, de enfrentar seu brilho, a sua beleza. Mas também não funcionou.
O pedestal em que ela se encontrava era muito alto pra mim. Não por culpa sua, mas por culpa minha.
Por mais que eu tivesse nascido com um talento enorme para compreender o mundo ao meu redor, com ela a minha mediocridade não surtia efeito.
Talento eu tinha, mas sempre me faltava um pouco de alguma coisa que ainda não sei onde encontrar. E não tinha nada a ver com o meu visual ou com os meus excessos. Ela simplesmente não tinha mesmo muitos motivos pra gostar de mim, ou pra gostar de quem só começou a gostar dela tarde demais.
Sim, talvez seja isso. Se tivesse me declarado há mais tempo, talvez hoje minha história fosse outra e nós estaríamos muito felizes caminhando juntos. Mas não foi assim que aconteceu e sinto que nunca mais também irá acontecer.
Mesmo assim, hoje já não carrego tanto remorso por essa frustração. Já me sinto capaz de assumir mais este grande erro e seguir carregando ela no peito como sempre fiz com todas as outras.
Seu nome, se você quer mesmo saber, é Propaganda. Mas eu adoraria que você não anunciasse isso por aí.

6 comentários:

Sandra disse...

Esse seu texto tem um Q de um livro que li "Memórias de minhas putas tristes" exceto pelo fato de no livro se tratar de uma garota de verdade, rsrs.
;o)
bjs,

EU disse...

Sandra, este texto está uma bosta... sinto até o cheiro...

dZ disse...

é, se toda bosta fosse assim...

Anônimo disse...

Ah...o amor...


hahahahah



bjosss

Anônimo disse...

Bom ver vc escrevendo assim. E, como os poetas, a dor faz textos melhores. pena que dói. Ainda há portas bertas: a do frigobar, inclusive.

Sandra disse...

Aproveitou o cheiro daqui pra escrever o texto de cima Crlitcho? hahahahahahahahahahaha
;o)
bjs