quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O porteiro - Capítulo final: o ponto g do zé

...A cena ao nosso redor era exatamente esta: uns cinco bichas se masturbando em nossa direção. Isso mesmo. Enquanto eu e minha amiga nos pegávamos, os viadinhos estavam todos se masturbando com a nossa “cena de amor”. E o pior: iam ainda todos gozar em cima da gente. Quando vi aquele monte de pintos apontados pra mim, a menos de um metro de distância, me senti correndo risco de vida.

Então, saímos imediatamente de lá e fomos para algum lugar que eu não lembro agora. Putz, como vou continuar contando esta estória se esqueci esta parte? Bom, vou pular então. Faz de conta que deus nos teletransportou para o lugar e para a parte que eu lembro.

De repente, estávamos já na Frei Caneca embaixo de uma marquise abraçados. Fazia um frio desgraçado e a gente parecia uma pessoa só de tão grudados. Na verdade, não to entendendo muito bem esse lance do frio já que era carnaval, mas eu juro que estava um frio pra caralho. Era um fim de madrugada gelado. Arrisco até que estava garoando bem fino e por isso procuramos aquela marquise.

Enfim, conversa vai conversa vem, mão vai mão vem, dedo sai dedo entra, começou uma leve e discreta putaria. Nada ofensivo, apenas umas trocas de caricias no meio da rua. Quando alguém se aproximava a gente parava, depois continuava.

Enquanto isso rolava, eu ia prestando atenção no mundo ao meu redor. É curioso isso, mas deve ser coisa de homem. Homem nunca está com a cabeça onde as mulheres gostariam que elas estivessem. A gente sempre ta reparando em outras coisas e etc.

E era assim que eu me encontrava naquela noite: recebendo uma chupeta deliciosa e nem ligando muito. Claro que estava gostando, mas o mais legal era o contexto, a paisagem, a locação, os personagens, etc. O prazer é sempre igual, meu pinto é sempre igual, boca é tudo igual. Mas aquela madrugada era única.

Tão única quanto receber uma chupeta na Frei Caneca. Mas não era só isso. Ainda tinha um prazer paralelo rolando que só eu pude aproveitar. É que quando sentamos naquela marquise, tudo parecia deserto, mas de fato não estava.

Do outro lado da rua tinha um prédio com uma portaria até então apagada. Como se o porteiro estivesse dormindo. Até aí, problema nenhum. Até porque não era o único prédio no outro lado da rua. Tinha um do lado do outro. Porém, aquele que estava bem de frente teve uma peculiaridade. Uma peculiaridade que só eu sei e notei.

É que quando a minha amiga abriu a minha calça e começou me chupar, reparei que a guarita da frente acendeu. Não acendeu a luz, mas acendeu. Na verdade, o porteiro tinha ligado sua televisão, aquelas preto e branco. Até aí tudo bem.

O que ele não contava é que embora o vidro da guarita fosse escuro, não o protegia totalmente e eu conseguia, com a ajuda da luz da Tv, ver perfeitamente ele olhando pra gente. Minha amiga não teve tempo de reparar pois estava muito ocupada com outras coisas, mas eu que não tinha muito o que fazer, saquei o lance.

Na hora, meu pinto deve ter dado até uma amolecida. Porque embora eu já tenha uns poucos quilômetros de experiência com surubas, nunca tive muita experiência com gente me olhando.

De qualquer maneira, eu não ia arriscar minha chupeta jogando limpo com minha amiga e avisando que estávamos sendo espionados. Até porque não tinha risco nenhum. O máximo que podia acontecer era o porteiro estar batendo uma punhetinha debaixo da mesa se inspirando nos movimentos da cabeça da minha amiga, mas nada além disso.

E assim, acho que ficamos uma meia hora: ela lá embaixo procurando petróleo, eu lá em cima torcendo pro petróleo demorar a chegar e o porteiro lá na frente fingindo que assistia televisão enquanto assistia a nossa cena de street sex.

Quando gozei, nem sei. Bom, acho que devo ter fechado os olhinhos...heheheh...Mas sem muita demora, lembro que já guardei “ele” pra dentro da calça e nos preparamos pra continuar descendo a rua em direção a casa dela.

O porteiro continuo lá mesmo, paralisado. Até cheguei a dar umas olhadas pra trás enquanto descia a rua abraçado com ela só pra ele perceber que eu sabia o que ele tinha feito no verão passado.

A noite ainda não ia terminar naquilo... Teríamos uma outra breve aventurinha mais pra baixo, num terreno onde tinha um prédio em construção, mas essa parte eu prefiro contar outro dia. Até porque já está tarde e eu ainda preciso me masturbar... Onde estou vivendo ninguém parece disposto a fazer isso por mim...gente estranha....kiss

2 comentários:

KAKA disse...

GENTE ESTRANHA... é sim, muito estranha! huahuahu bjoa nessa alma um tanto podre e sincera, KK.

Sandra disse...

Muito... rs
;o)
bj