terça-feira, 25 de novembro de 2008

O mundo é podre, mas eu sou apenas fresco

Não sei por que, mas sempre que pego uma cestinha no supermercado e saio andando pelos corredores me sinto como se fosse a chapeuzinho vermelho fazendo compras.

Sim, é péssimo. Me sinto (Sinto-me porra nenhuma. É “me sinto” mesmo) tão mal que às vezes presto até atenção pra ver se não estou rebolando ou coisa parecida, o que seria o meu fim.

Pra recuperar minha honra, sempre uso do mesmo artifício: fico alguns minutos a mais conferindo as promoções nos destilados, pego umas latas de cerveja na geladeira e pronto. Mas, fora isso, até que minhas compras geralmente são bem gays mesmo.

Por exemplo: molho de tomate só compro peneirado. Bife só sem gordura. Mortadela? Nunca. Só peito de peru. Claro que gosto de mortadela, mas minhas gastrites não comportam mais esses atrevimentos. Yakult? Só se for da Yakult mesmo. Nada de genéricos. Salsicha também: só Sadia.

No setor de padaria, só compro pão e de vez em quando. Padarias de supermercado sempre são administradas por funcionários assalariados que não tem compromisso com nada e nem sabem nem ler um livro de receitas. Sem chance.

Na parte de higiene pessoal já sou menos chato. Talvez porque eu seja um porco. Talvez porque eu já tenha aprendido que é quase tudo igual e feito do mesmo sebo de vaca. Enfim, sabonete e shampoo eu pego o que me pegar primeiro. Não ligo.

No setor dos frios já volto a sofrer um pouquinho. Os coitados dos contratados não são capazes nem de embrulhar os frios direito. Dobram de qualquer jeito. Entortam tudo. É foda. Parece que nunca embrulharam um presente na vida.

Por fim, sempre passo no corredor das massas. Pra comprar macarrão? Claro que não. Miojo mesmo. Mas não qualquer um. Só compro da marca Vigor, sabor galinha caipira. Sem esse, nada feito. Às vezes até pego um espaguete também. Afinal, além de chato, também sou bom cozinheiro e um dia você vai provar meu alho e óleo.

Já no caixa é sempre a mesma maldita pergunta: nota fiscal paulista? Não, caralho. Não quero arrecadar e nem contribuir com porra nenhuma. É o que eu deveria dizer, mas só penso.

Enfim, é isso. Acho que as únicas coisas nessa vida que não tenho mesmo muita frescura na hora de comprar são bebidas e mulheres. Bebidas porque bebo quase sempre. Mulheres porque não como quase nunca. Fora isso, muitos hábitos meus dentro e fora de um supermercado são bem viados mesmo. É como dizem por aí: eu não sou gay, mas sou mais viado que muito homem.

2 comentários:

Eli disse...

Vc é normal, Carlinhos, não se preocupe... Ser viado é muito mais que isso, rsrsrs. bjs

Sandra disse...

Todo dia ele faz tudo sempre igual... rs
;o)
bj